O filósofo Severino Ngoenha recordou que esteve, recentemente, num dos bairros da cidade de Maputo, num encontro com jovens inquietos e preocupados com o facto de o país, em 50 anos da independência, continuar a ter focos de fome, destruição e infra-estruturas não dignas.
Segundo explicou, muitas vezes, as redes sociais e as televisões têm passado uma narrativa que defende que em 50 anos da Independência o país devia ter melhores universidades, melhor rede escolar, saúde, infra-estruturas e tivesse combatido de maneira quase definitiva a questão da fome, entre outros.
Ngoenha usou a sua apresentação no âmbito da celebração de 50 anos da Independência para responder às inquietações. “Parece-me que há duas confusões que se fazem. 50 anos na vida de um indivíduo é muita coisa, porque é completamente adulto. Tem mais do vivido do que por viver, por isso se exige deste homem maturidade e responsabilidade. Mas quando se trata de uma nação, as coisas mudam”, disse. Leia mais…

