Teve início esta quinta-feira, em Maputo, a Conferência Internacional sobre “Moçambique e as Independências dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa: Os Tempos e as Utopias”, evento que junta académicos, investigadores e decisores políticos para reflectir sobre os legados das lutas de libertação e os desafios actuais da construção dos Estados africanos.
A conferência realiza-se num momento em que Moçambique se prepara para assinalar os 50 anos da sua independência, no próximo dia 25 de Junho.
Durante a sessão inaugural, o Secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, Professor Doutor Edson da Graça Macuácua, apelou à academia para assumir o papel de guardiã da memória histórica, sublinhando a importância de estudar, sistematizar e publicar a história da luta de libertação nacional a partir de fontes orais e primárias. “As próximas gerações não terão a mesma sorte e não irão perdoar se a actual geração não deixar esse legado”, advertiu, acrescentando que esse esforço é essencial para fomentar o patriotismo, a cidadania e a consciência histórica entre os jovens.
Macuácua encorajou ainda a cooperação científica entre universidades africanas e instituições internacionais para o enriquecimento do acervo bibliográfico sobre as lutas pela independência. Na sua intervenção, destacou que os 50 anos da independência devem ser celebrados não só com a valorização dos ideais históricos, mas também com a construção de bases sólidas para a independência económica do país.
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