É reitor da Universidade de Nachingwea. Já desempenhou as funções de vice-ministro da Cultura ( 2000-2004), vice-Ministro da Educação e Cultura e porta-voz do Conselho de Ministros (2005-2009). Tem várias publicações sobre os factos vividos desde a independência nacional. Trata-se do historiador Luís Covane que, em entrevista ao domingo, faz uma análise histórica do processo de construção de Moçambique ao longo dos 50 anos da independência.
Considera que, apesar das adversidades, o povo moçambicano consegue manter a unidade nacional. Faz ainda uma avaliação ao processo democrático e observa que é dinâmico, apontando como principal factor a entrada de novos actores. Acompanhe a entrevista em discurso directo.
Aos 50 anos da independência, quais são, na sua óptica, os principais ganhos de Moçambique?
São imensuráveis. Por exemplo, na altura da independência, dos nove milhões de habitantes, somente cerca de sete por cento sabia ler e escrever. Portanto, 93 por cento eram analfabetos. Hoje somos quase 34 milhões e os dados indicam que a população analfabeta reduziu para 28 por cento. Estamos em franco crescimento, na medida em que de 93 por cento de analfabetos, em 1975, passamos para 56,5 por cento, no ano de 2001; em 2020, para 31 por cento, e 2024, 28 por cento. Leia mais…

