VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: Idosa ameaça suicidar-se devido a maus-tratos

Redacção

Jacinto Chilombo, até um passado recente, era o neto mais amado da vovó Luísa Malate, que investiu para que o seu futuro fosse risonho: matriculou-o na escolinha da empresa onde trabalhava e anos depois numa escola. Mais tarde conseguiu um emprego para ele, algures na Matola. Hoje, a realidade é outra. Esta avó queixa-se de maus tratos e quase tirou a sua própria vida.

Trata-se de Luísa Malate, de 70 anos de idade, natural do distrito de Homoíne, em Inhambane, e residente no bairro Trevo, Município da Matola, província de Maputo, desde a sua juventude. Vive com o neto, Jacinto Chilombo, desde pequeno, filho da sua falecida filha. Ele é casado e pai de dois filhos.

O agressor admite estar a maltratar a avó, mas promete mudar de comportamento, sobretudo porque o assunto é já de domínio da vizinhança e das estruturas do bairro.

A idosa é reformada da fábrica de descasque de castanha de caju, que também opera naquela autarquia.

Neste momento não desenvolve nenhuma actividade de rendimento, uma vez que a idade já não permite, dependendo, somente, da pensão mensal e doações de singulares.

Para agravar a situação, afirma sofrer de maus tratos da parte do neto e da respectiva esposa, os quais acusam-na de ser feiticeira e de estar a interferir no seu lar.

Na verdade, a versão da avó remete a um dia em que a esposa do neto levou para casa pedaços de frango preparados e embrulhados num pano preto, facto que levou Luísa Malate a negar-se a consumi-los, aconselhando também ao neto para não o fazer.

“A partir daquele dia, ela passou a acusar-me de ser feiticeira e de interferir no seu lar”, relatou a anciã.

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