O Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS), Filipe Nyusi, anunciou esta manhã em Maputo o início, no sábado, do processo de Desmilitarização, Desmobilização e Reintegração (DDR) dos homens armados da Renamo, à luz dos entendimentos em sede do diálogo com a liderança daquele partido.

Segundo garantiu, até sábado já se encontrarão no solo pátrio todos os peritos solicitados para testemunhar o processo oriundos da Tanzânia, Zimbabwe, Estados Unidos da América, Suíça, Alemanha, Noruega, Irlanda e Índia, aos quais se juntará o General Javier Aquino, da República de Argentina, que irá liderar o grupo.

Filipe Nyusi, que falava na Praça dos Heróis por ocasião do 4 de Outubro, Dia da Paz e Reconciliação Nacional, exortou a comunidade internacional e os moçambicanos, em geral, a unirem esforços para que o processo seja bem-sucedido.

Para o efeito, disse que é preciso “erradicar tudo o que atenta contra a paz no nosso seio”.

Na ocasião, o Chefe de Estado partilhou a mensagem do Santo Padre dedicada a Moçambique aquando da sua visita à Santa Sé, em Vaticano, através de uma oferta feita em bronze onde se lê: “a obra retrata um ramo de oliveira que mantém unidas as duas metades de uma rocha partida que vai crescendo obstinadamente entre os interstícios à procura de qualquer espaço viável para recompor a unidade que lhe é devida. Esta é a metáfora que é exigida a todo o homem para construir a cultura de paz”.

A mensagem, segundo Filipe Nyusi, termina dizendo:“procura aquilo que une e supera aquilo que divide”.

Para o Presidente da República, com aquela mensagem o Santo Padre procura chamar à consciência os moçambicanos sobre a necessidade de construir a paz negociada em Roma e a prosperidade.   

 

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