A encomenda que me recusei a trazer do Brasil

Este texto só tem valor porque o pretendo pedagógico. Pelo menos foi este o motivo que me moveu a tricotar estas linhas.

Não fizera ainda 48 horas após aterrar em São Paulo quando, circulando pela Avenida Paulista, fui interpelado por alguém, que mais tarde soube tratar-se de um compatriota, nos seguintes termos:

– O senhor não é o Matola?

Fiquei petrificado e senti o sangue coagular. Não sei se o meu interlocutor se apercebeu do tamanho desconforto que tal reconhecimento me havia causado. Porquê? Eu não o conhecia e não me recordava de alguma vez o ter visto, para além de que era a primeira vez que eu pisava a pátria de Pelé.

– Sim, sou o Matola, balbuciei.

– Então, eu não estou equivocado. E descreveu onde me conhecera. Batia tudo certo.

Uff, suspirei. Senti, novamente, o sangue distender-se.

Do pé para a mão já percorríamos a grande metrópole em animada cavaqueira. Em breves minutos fiquei a conhecer muitos pontos de referência daquele estado. Estávamos em autêntica algazarra quando ele, de repente, me atirou a “bomba”.

– Matola, tenho uma encomenda para levares a Maputo.

André Matola

matolinha@gmail.com

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