“E, como estivesse perto, Jesus viu a cidade e chorou sobre ela, dizendo: ‘Ah! se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence!’” Lucas 19:41-44

 

Hoje, todo o mundo cristão celebra a “Páscoa da Ressurreição”, depois da chamada “Semana Santa”. Pessoalmente ainda não entendi bem porque convencionou chamar-se “Semana Santa”, tendo em conta que na vida do Filho de Deus feito Homem foi nessa (Semana) que Ele sofreu bastante ao ponto de verter lágrimas. (reler a passagem inteira conforme o subtítulo). Contudo e, sendo assim, quem sou eu para contrariar uma convenção! Numa sociedade em que o homem é escravizado pela razão, pelas descobertas da ciência, pela tecnologia e pelo consumismo, onde a cultura contemporânea atribui o abandono à possibilidade da transcendência: de ir para o céu, um lugar maravilhoso onde não haveria mais sofrimento, mágoa ou morte, como (rezava o Catecismo da doutrina Cristã, nos dias que foram). Hoje, renegamos essa ideia e vamos atrás de “seitas” e “religiões” dirigidas por supostos “profetas” que têm no endeusamento à prosperidade a sua bandeira! Repiso, para mim, faz-se necessário reflectirmos sobre o significado da Páscoa como uma data festiva em que nos é dada a oportunidade de repensarmos as e nas nossas acções e torná-las concretas, na educação dos nossos filhos e netos pelo e para o diálogo. Para os vínculos afectivos e para os valores da vida em comunidade. Vamos recordar a origem inicial desta efeméride, antes de “sujá-la” com coelhinhos, e ovos como seu símbolo. Para os judeus a Páscoa (Pessach), na sua (deles) língua, significa o dia em que o povo de Israel iniciou a sua jornada para sair do Egipto, depois de quatrocentos anos de escravatura. Deus teria ordenado que nesse dia Pascoal comessem ervas amargas, pão sem fermento e sacrificassem um cordeiro por família. O animal seria macho, sem defeito e de um ano, escolhido entre os cordeiros ou entre os cabritos. (Ler Levítico1:3-10). É essa celebração que recebeu o nome de Pessach, que em hebraico (língua semítica falada pelos antigos povos hebreus, na qual foi escrito quase todo o Antigo Testamento, e que, embora bastante modificada, é actualmente a língua oficial do Estado de Israel). Portanto, Pessach significa passagem, nesse caso da escravidão à liberdade. Ao passo que para os cristãos, a Páscoa  é a maior e mais importante festividade, porque representa a ressurreição de Jesus Cristo, o Filho de Deus.  Quero acreditar que muitos de nós sabemos que dentro do cristianismo, as diferentes “religiões” celebram a Páscoa de maneiras diferentes. Enquanto os Católicos Apostólicos Romanos são encorajados a distanciar-se de comer carne na “Sexta-Feira Santa”, para os chamados “Protestantes” (nos quais eu encontro-me inserido), não existe essa restrição. Lembrados que o termo “Protestante” vem do documento formal de protesto – Protestatio – que os Luteranos apresentaram numa Assembleia em 1529, manifestando a sua oposição à política religiosa adoptada pela igreja. 

Por Kandiyane Wa Matuva Kandiya

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