O Campeonato Nacional de Futebol (“Moçambola”), cujo patrono do nome pode ser o falecido jornalista Ângelo Oliveira, da Sociedade do Notícias, ainda não principiou e já me tremem as pernas. Não porque o meu clube de coração, Ferroviário de Maputo, possa conquistar ou não o título.

A questão é que nunca consegui gostar de outro clube que não seja este por culpa dos seus dirigentes que sempre souberam seleccionar grandes talentos para envergar a camisola verde e branco, como Pelembe, Rafael, Naene, Didiça, Cossa, Ramos (brasileiro), Vicentinho, Nelinho, Napoleão, Santinho, Almeida, Tembe, Isaías, Jerry, João Hafussene, Nicolau, Zero Alfredo, Marito, enfim… um filão deles, em tempos distintos.

O meu nervosismo instalou-se desde que li e ouvi que há clubes que vão disputar o “Moçambola” mas que ainda não conseguiram colectar fundos, quer em forma de patrocínio quer de outra natureza, para fazer face às despesas da prova que, como se sabe, é, sempre, financeiramente exigente. Há que ter dinheiro para pagar alojamento, alimentação, prémios de jogos e outros encargos.

Texto: André Matola

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