Dei por mim a ler um dos WhatsApps e fiquei concentrado em uma mensagem na qual a senhora relatava um facto por ela presenciado numa manhã. Ela afirma que sentiu um cheiro estranho perto de uma carrinha escolar. Ao aproximar-se e com a ajuda de algumas pessoas que por ali andavam, constatou que se tratava de soruma. Indignada, ela fez uma mensagem para o WhatsApp, alertando aos pais para que tenham atenção em relação aos que transportam os seus filhos.

Ora bem, essa situação de in(segurança) e não conhecimento do que acontece com as crianças transportadas nos mini-“buses” escolares acontece um pouco por todo lado. Sem me cingir ao caso da droga relatado pela senhora, olho para o caso de forma generalizada. Para minimizar ou então acabar com muitas destas situações anómalas, é importante e pertinente que as escolas sejam rígidas quanto aos carros que subcontratam ou alugam para transportar as crianças; a escola deve exigir um mínimo de requisitos para o motorista que vai transportar as crianças (bem comportado, asseado, unhas cortadas, deve expressar-se bem, ter boas maneiras, evitar cortes de cabelo fora do comum, ter preferências por músicas com mensagem educativas e não pejorativas). Faço este apelo partindo do princípio de que a escola assina um contrato com alguém responsável ou donos dos carros, contactando posteriormente os encarregados de educação para lhes comunicar as modalidades de pagamento das mensalidades de transporte que, por vezes, é feito junto da secretaria da escola e em outros casos pago directamente ao gestor da frota de transporte. Portanto, há no meio de todo o processo uma autoridade da escola que permita a exigência e cumprimento das normas que conduzam, também, à boa educação das crianças, em contexto fora das aulas.

Por Frederico Jamisse
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