Felisberto (o Lourenço) jaz aqui na memória como um colega, amigo e confidente que conheci muito tarde, mas com ele vivi intensamente a vida, apesar de na altura nos separarem cerca de 400 quilómetros (eu em Cabo Delgado, ele em Nampula) e dois jornais (eu no “Notícias” e ele no “Diário de Moçambique”).

Cedo revelou-me que gostava das minhas brincadeiras profissionais, incluindo o facto de ser um louco em viagens, ainda que fossem do tipo que alguma juventude chama aventura. Desde que o objectivo fosse ir à frente, que desse o que viesse, serviria para contar a quem não estava connosco e isso feito profissionalmente significava jornalismo activo. Sempre traríamos algo desconhecido ao (do) nosso leitor.

Felisberto deixou-se levar por essa minha definição de jornalismo e ficou amigo em todos os por cento da palavra. Quando passou a delegado do “Diário” em Nampula, era quase obrigatório que semanalmente nos encontrássemos ou na margem esquerda ou direita do rio Lúrio. As nossas conversas, pensávamos, faziam-nos crescer profissionalmente.

Texto de Pedro Nacuo
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