Texto de Idnórcio Muchanga

O Parque Industrial da Matola, na província de Maputo, por sinal o maior do país, está a registar sinais de recuperação, nos últimos dois anos, como resultado do investimento privado interno e externo que já ronda os sete mil milhões de meticais. Com efeito, foram estabelecidas nesta zona 379 novas empresas industriais, comerciais e de prestação de serviços.

O velho Parque Industrial da Matola, antes composto por empresas de grande gabarito industrial como a Vidreira de Moçambique, Texlom, Zuid, Metal Box, Ceres, Fábrica de Capsulas, Lusalite e Tudor, só para citar alguns exemplos, está a ser rejuvenescido e modernizado.

No lugar de empresas majestosas, daquelas que ocupam vários pavilhões e hectares, Matola tem estado a beneficiar de novos e diversificados investimentos de pequena, média e grande dimensão que estão a gerar emprego e, sobretudo, importantes receitas para o Estado.

O Governo local esfrega as mãos de contentamento porque só a indústria transformadora que por ali se estabeleceu nos últimos anos permitiu que fossem arrecadados cerca de 28,3 mil milhões de meticais em impostos diversos, isto nos primeiros três meses deste ano.

Apesar deste resultado se referir a apenas três meses, e coincidir com a época da crise, ele representa um crescimento, ainda que ténue, quando comparado com os primeiros três meses de 2017, altura em que foram colectados 27,5 mil milhões de meticais.

O director provincial da Indústria e Comércio da Matola, Ernesto Mafumo, faz ainda uma comparação que evidencia que o Parque Industrial da Matola está a soerguer-se. Diz que durante o ano de 2016, por exemplo, a colecta de impostos foi de 98,7 mil milhões de meticais e em 2017 esta cifra subiu para 123 mil milhões.

 “A província está em recuperação económica, pois num primeiro momento de crise algumas empresas faliram mas, em contrapartida, registámos o surgimento de 379 empresas ligadas à prestação de serviços, indústria e comércio que resultaram de um investimento de mais de sete mil milhões de meticais”, disse.

Perante este cenário de recobro, que também pontifica um pouco por todo o país, o Governo Central identificoue reservou espaços em vários pontos para a criação de parques industriais, de modo a atender ao crescente Investimento Directo Interno (IDI) e Estrangeiro (IDE).

Para o caso da província de Maputo,o Governo local delimitou uma área na região da Matola-Gare, no posto administrativo da Machava, para servir de pólo de desenvolvimento industrial.

Entretanto, o processo administrativo atinente à reserva destes espaços ainda não foi concluído porque, até ao momento, não foi constituída a empresa que deverá gerir e promover o espaço tal como acontece com o Parque de Beluluane, no posto administrativo da Matola-Rio. Por causa disso, a área está a ser gerida pelo Conselho Municipal da Matola.

Apesar disso, pelo menos uma empresa multinacional de produção de refrigerantes está a explorar 23 hectares e investiu cerca de dois milhões de dólares americanos.

“Até aqui temos apenas esta empresa, mas acreditamos que muitas outras irão se estabelecer neste espaço da Matola-Gare que oferece condições para a realização de qualquer actividade industrial”, disse.

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