Parlamento suspende plenária

A Assembleia da República (AR) vai suspender esta semana os trabalhos da plenária de modo a permitir a participação dos deputados nas exéquias de Afonso Dhlakama, presidente da Renamo, falecido na última quinta-feira, na Serra da Gorongosa, província de Sofala, vítima de doença.

As cerimónias fúnebres do líder da Renamo vão decorrer nesta quarta e quinta-feiras, primeiro com velório na cidade da Beira, ao que se seguirá a realização do funeral no distrito de Chibabava, a cerca de 70 quilómetros da capital provincial. 

Desta forma fica adiada a sessão de perguntas ao Governo que havia sido marcada para os mesmos dias agora ocupados com a cerimónia fúnebre declarada como oficial pelo Conselho de Ministros.

Nyusi não viaja   

à Finlândia e Noruega

O Presidente da República, Filipe Nyusi, adiou a visita que iniciava hoje  ao Reino da Noruega e à República da Finlândia devido à morte do líder da Renamo, Afonso Dhlakama. A decisão foi tomada na 1.ª sessão extraordinária de 2018 do Conselho de Ministros, convocada a propósito do desaparecimento físico do líder da Renamo. A sessão também decidiu dar um funeral oficial a Dhlakama.

Tal como declarou a porta-voz do Conselho de Ministros, Ana Comoana, o Governo decidiu ainda nomear uma comissão para, junto da família e do partido Renamo, prestar o devido apoio e assistência necessária para este efeito.

A comissão é composta pelos ministros da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Isaque Chande; das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Bonete, e a vice-ministra da Terra, Ambiente e Desenvolvimento e Rural, Celmira da Silva.

Ana Comoana explicou que a realização do funeral oficial de Afonso Dhlakama se enquadra no seu estatuto de Membro do Conselho do Estado, na qualidade de líder do segundo partido com assento parlamentar.  

O Conselho de Ministros apela a todos os moçambicanos, dentro do espírito de paz, harmonia e reconciliação, a manterem calma e serenidade”,disse Ana Comoana.

Afonso Dhlakama nasceu a 1 de Janeiro de 1953 em Mangunde, distrito de Chibabava, em Sofala. Iniciou a carreira militar na Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) em 1974. Dois anos mais tarde, juntamente com André Matsangaíssa, fundou a Resistência Nacional de Moçambique (RENAMO).

O Presidente da República, Filipe Nyusi, lamentou, ainda na quinta-feira, a morte de Dhlakama, considerando que marca um momento muito mau para os moçambicanos, apelando a todos para que nada falhe na agenda de paz que o país está a trilhar.

Leia mais...

Pub