A arte de não ver o que todos vêem (Conclusão)

A pressa de ser primeiro a dar o ESTADO DA NAÇAO, antes do Presidente da República, cujas intenções nem devem vir para aqui chamadas, terá precipitado as duas organizações da chamada sociedade civil àquilo que normalmente é expectável: a imperfeição!

Para começar, consideraram-se representantes do movimento da Sociedade Civil em Moçambique, algo que não tiveram a humildade de esconder, já no quarto parágrafo, reduzindo as outras a uma espécie de paisagem no quadro de todos que querem exercer os seus direitos de cidadania. Assim, só as duas organizações pensam e “ reflectiram a visão da sociedade civil sobre as dinâmicas da governação em 2017”. Muita coragem e demasiada ausência de humildade!

No capítulo sobre a Paz e Estabilidade, porque era preciso correr e dizer qualquer coisa na véspera da apresentação do informe do chefe de Estado, diz-se que o ano (2017) começou com a trégua unilateral declarada pelo líder da Renamo. Na verdade, quando o ano começou, já havia sido pública, sendo que, rigorosamente, o ano anterior terminara já com a moratória, pois Afonso Dhlakama, anunciara ao país, no dia 27 de Dezembro.

Texto de Pedro Nacuo

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