Manhã de 16 de Dezembro de 1972. Massacre de Wiryamu no distrito de Changara, província de Tete. Enraivecidas pelo desdobramento massivo de guerrilheiros da Frelimo na famosa Frente de Tete, tropas coloniais, que agrupavam a Companhia de Comandos do Batalhão de Caçadores e a Força Aérea Portuguesa, reuniram a população da pequena aldeia de Wiryamu.

Sabendo claramente que aquele seria o último dia de muitos civis que ali estavam reunidos, ordenaram que toda gente batesse palmas ao ritmo de uma canção intitulada “Adeus”.

Seria mesmo o adeus para a maioria, adeus pronunciado no último trago de oxigénio, na dor de tanta bala crivada nos corpos e no rescaldo de um pesadelo que se revelou fatal, sem volta. No meio deste filme de terror estava o menino António Michone. Movido pelo desespero, mergulhou numa pilha de cadáveres e escondeu-se dos tiros.

Texto: Bento Venâncio

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