As doenças tropicais negligenciadas são uma realidade muito dura em Moçambique. Elas agem em surdina, no desconhecimento das suas vítimas que muitas vezes se encontram nas zonas rurais do país. Neste momento são conhecidas 22 doenças negligenciadas, das quais cinco estão devidamente mapeadas.

Trata-se de tracoma, filaríase linfática, oncocercose, parasitoses intestinais e schistosomíase. No entanto, o país tem outras enfermidades não mapeadas, como é o caso da raiva, lepra, sarna, tinha, tunguíase, helmintíases transmitidas pelo solo e geohelmintíases.

Os distritos da região Norte do país são os mais afectados, seguidos dos do Centro e, em menor percentagem, destacam-se os do Sul do país. Os exemplos são vários. Só as helmintíases registam uma alta distribuição nas regiões Norte (Niassa, Cabo Delgado e Nampula), com os riscos a atingirem 100 por cento e Centro (Zambézia) com 49 por cento.

Só para se ter uma ideia, para filaríase linfática são 114 distritos endémicos em Moçambique, sendo que os mais afectados são da zona Norte. Enquanto isso, endemicidade de schistosomíase caracteriza-se pela alta prevalência em mais 50 por cento nos distritos nortenhos, um risco moderado na região central, com menos de 50 por cento e em menor risco no Sul, com uma percentagem inferior a 10.

 

A grande dor de cabeça para as autoridades sanitárias é o elevado índice de mortalidade causada por essas doenças, muitas vezes sem que sejam diagnosticadas.

Texto de Pretilério Matsinhe

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