PROMESSA DO PRIMEIRO-MINISTRO: Mais água potável para Niassa

Texto de Carlos Tembe

O Governo está a desenhar um pacote de intervenções para o sector de água que vai exigir um investimento de entre 70 e 80 milhões de dólares que será previsto no Orçamento do Estado para o próximo ano e que contará igualmente com a ajuda de parceiros, visando o aumento da capacidade de abastecimento, sobretudo de qualidade, às zonas rurais e grandes centros urbanos do país.

O Primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, prestou esta informação na última quinta-feira na cidade de Cuamba, considerada capital económica da província do Niassa, onde esteve de visita de trabalho que hoje conclui, tendo destacado que o Governo está atento à componente de abastecimento de água, sobretudo para fazer a diferença no aspecto da qualidade.

“Estamos preocupados em garantir alimentos diversificados à população em quantidade e qualidade para que possa melhorar a sua qualidade de vida. No entanto, mantemos a mesma visão em relação à provisão de água, pois joga um papel preponderante para que a população tenha saúde”,vincou do Rosário no decorrer da visita que efectuou ao centro distribuidor de água do Fundo de Investimento de Património de Abastecimento de Água, na cidade de Cuamba.

Aos gestores do FIPAG em Cuamba lançou vários desafios que se circunscrevem, primeiro, à garantia da manutenção dos equipamentos da estação de tratamento de água, cuja construção de raiz absorveu cerca de 680 milhões de Meticais disponibilizados pelo Governo e pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), o qual permitiu o aumento do nível de abastecimento do precioso líquido de 20 mil para 80 mil consumidores.

Actualmente, os munícipes de Cuamba gozam do abastecimento de água durante 16.00 horas por dia, o dobro da capacidade anterior à construção da nova estação composta pela componente de captação, tratamento e distribuição, cujo equipamento, acredita-se, exige manutenção rigorosa para prevenir a destruição precoce.

A segunda relaciona-se com a necessidade de prover mais água potável às famílias de baixa renda sendo que para o efeito aquela empresa pública deve construir fontanários nos bairros residenciais, aumentando desta forma o número de ligações domiciliárias naquela cidade.

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