O ambientalista

Chama-se Carlos Serra. É professor universitário e jurista. Nos últimos anos tornou-se num dos principais defensores de questões ambientais. Luta, incansavelmente, pela conservação da natureza e a praia da Costa do Sol é o seu maior “campo de batalha”.

Todas as segundas-feiras visita a praia e fotografa o seu estado “fitossanitário”. A foto dificilmente é bonita, sobretudo no Verão, porque há sempre lixo e garrafas inteiras ou partidas (caco) espalhadas no chão.

Adoro fotografar o amanhecer. No Inverno obtenho imagens lindas à medida que o sol vai se espreguiçando e iluminando a praia. No Verão a cena é outra. Há mais lixo que beleza. Muito caco à vista. Isso me entristece. Um ambiente não conservado é igual a péssima saúde.

Amante de leitura por excelência, Serra não dispensa uma boa beringela e nem tão pouco o frango, sobretudo aquele feito com amendoim e coco. Ai, que delícia! Tenho comido frango fora do país, mas nenhum me encanta quanto o nosso.

Carlos Serra nasceu há 44 anos na cidade da Beira, mas é extramente apaixonado pela cidade de Maputo. Considero-me produto e filho “adquirido”daqui.

Todas manhãs levanta-se às 5.10 horas. Nunca sai antes de degustarum batido de frutas. 35 minutos depois faz o itinerário para o centro da cidade muito cedo. A ideia é evitar o “stress” do trânsito, além da poluição sonora.

O café da manhã fica sempre para às 6.10 horas. No mesmo local. Com as mesmas pessoas. O momento é para começar bem o dia e falar um pouco sobre tudo. Os temas do dia, esses, são geralmente buscados nas manchetes dos jornais em circulação.

O papo vai até às 6.45 horas e de seguida dirige-se para o trabalho. Já no escritório, às 7.00 horas, verifica primeiro os “email”, regulariza as comunicações e, a seguir, faz duas postagens no “facebook”, que lhe roubam 15 a 30 minutos. Trás, na verdade, fotos que apelam a conservação do meio ambiente. Sua maior causa nos últimos tempos.

Depois inicia às actividades normais do expediente. Grande parte do trabalho é feito no escritório, mas quando há um chamamento de fora lá vai “destilar” os conhecimentos. Tem recebido convites para participar de palestras em instituições de ensino superior, onde suas intervenções centram-se na relação que tem com os resíduos sólidos.

O almoço é no período entre as 11.00 e 13.00 horas. Sopa e salada são os pratos que mais gosto ao almoço.

Despega próximo das 18.00 horas. Em alguns dias de semanas, antes de chegar à casa, por volta das 20.30 horas, cumpre os treinos de artes marciais. Aliás, é 1º Dan em Kendo e cintocastanho em full contact. Nos outros dias corre.

A cidade oferece excelentes condições para quem gosta de corridas e caminhadas. Sempre que não vou ao ginásio faço questão de me exercitar desta forma na “Marginal”, troço mais próximo da zona central, pois o perímetro da praia agora está na moda. Atraiu muita gente.

Carlos Serra acredita que o futuro de um país é a educação. Moçambique precisa dar um salto qualitativo na educação no seu todo. Só assim as demais áreas terão qualidade. Precisamos ainda começar a ter um olhar mais atento aos recursos ambientais e cuida-los. A maior riqueza deste país é o ambiente e a falta de conhecimento sobre seu potencial leva-nos, muitas vezes, a cometer erros que podem ser irreversíveis. 

Maria de lurdes Cossa

malu.cossa@snoticicas.co.mz

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