Visitar Tunis, a capital da Tunísia, é vivenciar uma longa-metragem de surpresas a cada instante. O povo não desperdiça o seu tempo com sorrisinhos para estranhos, até mesmo na recepção do hotel. Diz o que queres, de forma clara e vá à tua vida. À mesa prepare-se para temperos e pimenta. Se dás um passeio, o taxista age como um “chico esperto”, porque pensa que o cidadão a bordo é nigeriano ou norte- -americano e tenta extorquir o máximo possível. 

Depois do Zimbabwe e da África do Sul, agora é a Namíbia que decide expropriar a terra dos brancos para redistribuí-la aos negros. No dia 2 de Outubro a imprensa noticiou que o Presidente namibiano tornou pública a sua intenção de corrigir uma “injustiça histórica” que já vem desde a era colonial. Hage Geingob defende que é necessário que se faça uma emenda à constituição do país para que o governo tenha a possibilidade de expropriar terra e redistribuí-la, pois o princípio de “comprador voluntário, vendedor voluntário” não produziu resultados favoráveis à maioria negra. Sendo apoiadas pela maioria das populações dos países indicados, a manutenção das injustiças no “dossier terra” é, na verdade, reflexo da forma como estes países alcançaram as suas independências. Sendo a Namíbia o terceiro país a enveredar pela expropriação de terra na África Austral, é de esperar que, eventualmente, países com processos de independência similar enveredam pelo mesmo caminho (“a moda vai ‘pegar’”).


	

	

Desde 27 de Julho de 2018, as relações diplomáticas entre o Gana e a Nigéria atravessam um momento nebuloso. Tudo porque as autoridades ganenses decidiram implementar na íntegra a lei de investimento de 1994, conhecida por Ghana Investment Promotion Centre Act. Segundo esta lei, em toda a empresa comercial que envolva apenas a compra e venda de bens, que seja de propriedade total ou parcial de não-ganense, deverá haver investimento de capital estrangeiro ou sua equivalência em bens no valor de pelo menos trezentos mil dólares americanos (US $ 300.000,00) e a empresa deve empregar pelo menos 10 ganenses.

No passado mês de Setembro, os membros da Unidos Contra Irão Nuclear (UCIN) reuniram-se, em Nova Iorque, para traçar estratégias sobre como derrubar o governo iraniano. Para os representantes da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos (EAU), coadjuvados por representantes dos EUA e de Israel, não há outra solução senão orquestrar uma mudança de regime no Irão. Entretanto, as mesmas acusações que os representantes dos Estados árabes fazem contra o Estado persa podem também ser feitas a eles. Na verdade, todos eles lutam por dominar a região do Golfo Pérsico, em particular, e do Médio Oriente, no geral. É um caso para se usar o adágio popular de que “o roto fala mal do rasgado”.

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