Decorreu entre 10 e 11 de Fevereiro corrente a trigésima segunda Cimeira Ordinária dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA). Durante a Cimeira ocorreu a transferência da presidência da organização continental, sendo que o Presidente do Ruanda, Paul Kagame, cedeu o posto de Presidente ao Presidente do Egipto, Abdel Fattah Al-Sisi. Facto admirável é que três dias depois da cimeira (14 de Fevereiro) Al-Sisi consegue a mesma façanha conseguida por Kagame, em 2015, a de alterar a constituição para se manter no poder até 2034. 

Convencidos de que as suas vontades constituem ordens para os seus parceiros, os líderes do Ocidente foram “apanhados em contrapé” com o pronunciamento do ministro das relações exteriores da Hungria. Péter Szijjaártó avisou o Ocidente para que deixe de ser “hipócrita” quando se trata da Rússia e da China, pois enquanto publicamente “encenam” fortes críticas contra as duas potências, “sorrateiramente” continuam a estreitar relações de cooperação com aqueles países. A crítica de Szijjaártó foi feita depois de Mike Pompeo, secretário de Estado dos EUA, que fez um périplo por cinco capitais europeias do leste, ter escalado Budapeste para “pedir” que a Hungria não permita que a Rússia crie divisões “entre amigos e a OTAN”. Pompeu alertou que a agenda da China consiste em manipular os sistemas políticos europeus. A denúncia do governante húngaro, no entanto, traz consigo a máxima de que “em relações internacionais não há amigos, o que prevalecem são interesses”.

O vice-primeiro-ministro da Itália, Luigi Di Maio, visitou a França, no dia 6 de Fevereiro de 2019, e reuniu-se com os representantes dos “coletes amarelos”, um grupo de manifestantes que exige a demissão do Presidente francês, Emmanuel Macron, desde Outubro do ano passado. A atitude de Di Maio, de reunir-se com os manifestantes, foi mal recebida por Paris que acusou Roma de interferência e de proferir declarações ultrajantes.

As autoridades venezuelanas ordenaram o encerramento da fronteira com a Colômbia para impedir a entrada de camiões com comida e medicamentos provenientes dos EUA. Desconfiado de que a referida ajuda pode constituir um prelúdio para uma intervenção militar dos EUA, Nicolas Maduro, Presidente eleito da Venezuela, fez saber que a “ajuda” norte- -americana não é bem-vinda, pois visa humilhar o seu país e que os venezuelanos não são mendigos. Dados os relatos sobre a situação de miséria que a imprensa tem reportado sobre o país, é caso para dizer que a Venezuela se parece a um “esfomeado” que se recusa a receber comida. Ainda que, aos olhos dos defensores da ajuda externa, a decisão possa ser considerada irresponsável, ela carrega consigo o pendor da necessidade de sobrevivência do regime vigente naquele país da América Latina.

A União Europeia quer apoderar-se da Venezuela e das nossas riquezas. Querem fazer um golpe de Estado tipo Pinochet. Querem impor um Pinochet à Venezuela”. Foi esta a ideia central da conferência de imprensa do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, no Palácio de Miraflores, que centrou as suas atenções na actuação da Europa, que está ao lado do presidente interino, Juan Guaidó, e exige eleições antecipadas.

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