A Turquia está em rota de colisão com os EUA por pretender comprar tanto armamento americano, Caças F-35, como armamento russo, sistema antimísseis S-400. Os EUA não aceitam que um membro da OTAN, a Turquia, compre armas da Rússia. O argumento central é que a convivência entre os Caças F-35 e o sistema S-400 torna possível a espionagem russa ao Caças, que poderá obter com facilidade a informação devido à proximidade. Por esta razão Washington tem estado a pressionar Ankara a desistir da compra do sistema S-400. A última acção foi intentada pelo secretário de Defesa dos EUA que deu um ultimato a Ankara prometendo expulsá-la da OTAN se até 31 de Julho próximo não desistir da compra do sistema antimísseis russo. Ankara respondeu que não vai renunciar à compra e que não aceita ameaças de nenhum país.

Desde a ascensão de Donald Trum ao poder nos EUA a relação desta potência, e dos seus aliados na região do Golfo Pérsico, e do Médio Oriente em geral, com o Irão tem subido de tom. Trump definiu como uma das suas metas de política externa encurralar o Irão, talvez numa expectativa de ver a queda do regime, e para esse objectivo encontrou aceitação nas monarquias do Golfo e do Estado de Israel. Na sua empreitada, estes aliados têm tentado imputar ao Irão qualquer mal que ocorra na região do Médio Oriente. Na semana passada, dois petroleiros foram atacados ao largo do Golfo de Oman e, poucas horas depois, os EUA publicaram um vídeo que alegadamente prova que os iranianos foram os responsáveis pelos ataques. No entanto, o timing da publicação do vídeo e o pronunciamento dos marinheiros que estavam dentro de um dos navios atacados faz pensar que a narrativa americana pode não ser verdadeira como se quer fazer acreditar. Quem está por detrás dos ataques no Golfo de Oman?

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