A AC Matama destroncou, lavrou e semeou este ano 500 hectares de soja e 100 de milho, prevendo-se uma produção de mil toneladas para a primeira cultura e 35 mil para a segunda.

 Enquanto isso, Sérgio Gouveia, director da AC Matama, entende que para o sucesso da empresa, dois desafios devem ser vencidos imediatamente, nomeadamente, o financeiro, para alimentar uma operação do género, que implica aquisição de insumos: adubos, fertilizantes, pesticidas; maquinaria para as operações: autocombinadas, charruas, tractores, entre outros. Um outro esforço grande está relacionado com a área dos recursos humanos, com destaque para trabalhadores que tenham conhecimentos sólidos na área.

Ainda de acordo com Sérgio Gouveia, a empresa tem trabalhado no sentido de garantir que todos os passos sejam seguidos para a sua consolidação e estabilização. Até ao presente momento, tudo o que foi consumido ronda os 2,5 milhões de dólares norte-americanos.

No próximo ano, de acordo com as previsões daquela empresa, serão lavrados mil e 200 hectares, correspondendo a 2,4 mil toneladas. Portanto, mais do que o dobro da produção deste ano. Para tornar realidade este desiderato, Gouveia prevê um esforço adicional, nomeadamente, para a compra de mais tractores, autocombinados, adubos, fertilizantes, estando-se, nesta fase, a ser feita a “stockagem” para a próxima campanha.

A dado passo da nossa conversa, o director da maior empresa agrícola do Niassa lamentou o facto de não se ter ultrapassado ainda o problema dos DUAT’s, por isso, a “guerra” com os camponeses pela posse de terra continua de pé. A propósito, neste momento existem receios quanto à libertação dos fundos de investimentos para a construção de mais infra-estruturas para armazenar os produtos, já que, é de consenso que, na província de Niassa, ainda não existe a capacidade interna para consumir toda a produção, quer de soja, quer de milho.

Porém, Gouveia revelou que para absorver grande quantidade da produção, consta do projecto, a instalação, em Matama, de uma fábrica de processamento desta matéria-prima, incluindo o trigo, cuja produção vai iniciar nesta época fresca. “Esta capacidade deve ser encontrada aqui dentro”, explicou Sérgio Gouveia, para quem é necessário que a Electricidade de Moçambique (EDM) puxe a energia para aquela zona de produção, permitindo que se saia com o produto acabado, com o valor acrescentado, e não como matéria-prima.

A terminar, Sérgio Gouveia falou das difíceis condições de escoamento dos seus produtos, devido, principalmente, ao estado precário das vias de acesso, principalmente no que se refere a estrada que liga a capital provincial, Lichinga, e as de Nampula e Zambézia.

De referir que a AC Matama é uma empresa com capital misto, sendo que o accionista maioritário é a África Century Agency, do Grupo inglês Africa Century Agency, com 80 por cento, e os restantes 20 pertencem à Fundação Malonda.

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