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170 mil jovens poderão ser recenseados este ano

Mais de 170 mil jovens, dos quais, 16100 da província de Maputo, 16200 em Tete e 1000 a residirem na diáspora, poderão ser recenseados este ano para o serviço militar, que arrancou na passada sexta-feira e estender-se-á até próximo dia 28 do mês de Fevereiro.

Trata-se de jovens nascidos no ano 1999 ou aqueles que, por vários motivos, não puderam recensear-se nas campanhas anteriores e que ainda não completaram 35 anos.

O recenseamento militaréum processo quedecorre nos primeiros dois meses de cada ano no país, assim como em todos os territórios estrangeiros com representação diplomática ou consular moçambicana.

O mesmo visa a recolha de informação atinente ao número de cidadãos com a idade para serviço militar que varia entre 18 a 35 anos. A medida está igualmente inserida no cumprimento da Estratégia Nacional de Desenvolvimento Institucional para o Sector da Defesa.

Entretanto, há crença no seio das autoridades de que no presente ano será alcançada a meta estabelecida. A esperança é fundamentada pelo facto nos últimos anos ter-se ultrapassado o número que estava previsto.

Refira-se que no ano passado, 2016, estava previsto a inscrição de mais de 170 mil e no final foram inscritos mais de 200 mil jovens.

Para a execução do processo foram abertos vários postos fixos e outros móveis, a nível nacional. As províncias de Nampula e Zambézia contam com maior número de jovens que deverão ser inscritos durante o processo.

O lançamento da campanha teve lugar no distrito de Namaacha, província de Maputo, numa cerimonia que contou com a presença de varias individualidades, de entre eles membros do Governo, para além dos jovens residentes naquele ponto do país.   

Na ocasião o vice-ministro da Defesa Nacional, Patrício José, disse que participar no recenseamento militar é oportunidade de promover a paz e união de todos os moçambicanos, sem colocar a margem a criação de condições o exercício de actividades cívicas em prol das comunidades.

Acrescentou que a agenda do desenvolvimento do país é desafiada pelas inúmeras adversidades, onde particular destaque vai para tráfico de droga, trafico de pessoas, crime organizado, terrorismo, pirataria marítima, actividades ilícitas no mar, catástrofe e calamidades naturais.

Trata-se, segundo o governante, de fenómenos que constituem ameaças internas e externas sobre as quais o sector de Defesa atribui a devida importância.

“Esta defesa só pode ser feita e assegurada por jovens comprometidos com o seu futuro e o futuro do seu país. Exortamos aos jovens para que não deixem tudo para o fim, e que cada um procure ser o primeiro. O acto terá sucesso com o envolvimento de todos os moçambicanos”, disse o vice-ministro da Defesa Nacional.        

Falando sobre as missões de alguns sectores da Defesa, Patrício José, disse que o serviço militar e serviço cívico encarregam-se de formar jovens que podem desenvolver conhecimentos e habilidades uteis ao Estado moçambicano durante o cumprimento de uma dessas áreas de saber fazer.

Para o efeito, durante a carreira militar, assim como de prestador de serviço cívico, se exige, segundo Patrício José, uma base solida de conhecimento, lucidez, habilidade que só podem ser aprendidos no processo de formação de homem.

“Para tirarem o proveito dessas oportunidades o ponto de partida é o recenseamento militar, sem o qual não há outro meio. Reafirmamos que o recenseamento é uma porta para o cumprimento do dever patriótico e a reafirmação da juventude para a defesa nacional”,referiu.

Por sua vez, o governador da Província de Maputo, Raimundo Diomba, disse na ocasião que aquele ponto do país poderá recensear 16100 jovens, sendo 13 mil do sexo masculino e 3100 do sexo feminino.

Diomba referiu ainda que para o sucesso do processo, aquela província fez-se atempadamente a capacitação de 100 agentes recenseadores, criados 76 postos fixos e oito brigadas moveis.

“Gostaria de apelar a todos os jovens em idade militar para aderirem ao recenseamento militar que decorre até próximo mês de Fevereiro. No entanto, convidamos aos pais, encarregados de educação, professores e a sociedade em geral a se juntarem aos nossos esforços de sensibilização de modo a que se aflua em massa aos postos de recenseamento militar”,disse o governador da província de Maputo.

Editorial

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domingo, 15 outubro 2017, 00:00
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