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O Bancode Reserva da África do Sul (SARB) apresentou, semana finda, em Maputo as novas notas do rand, a serem usadas naquele país a partir de amanhã.

Trata-se de notas com valor facial de 10, 20, 50, 100 e 200 rands que, a partir do dia 6 de Novembro irão circular em simultâneo com as que actualmente estão em uso na África do Sul e nos países vizinhos.

Falando em conferência de Imprensa, o director da Estratégia de Grupo e Comunicações do SARB, Hlengani Mathebula, disse que o lançamento destas notas resulta da prática internacional de que em cada seis a oito anos é preciso mudar ou melhorar as características de segurança das notas.

Segundo disse, esta medida surge por se acreditar que os avanços tecnológicos podem permitir as pessoas serem capazes de tentar fotocopiar as notas em circulação e assemelharem-se com as originais.

“Mas na verdade, isso não é possível, mesmo tendo a fotocopiadora com a tecnologia mais sofisticada. As características de segurança das notas não são fotocopiáveis. Se fotocopiares, o resultado não vai ser o que se deseja”, disse ele.

As novas notas apresentam como principais características o facto de todas ostentarem a figura de Nelson Mandela, o primeiro Presidente eleito democraticamente na África do Sul e que agora conta com 94 anos de idade. Igualmente, essas notas mantêm as imagens dos cinco grandes animais (Big Five), à semelhança das notas actualmente em circulação.

As novas notas possuem características de segurança de “última geração” bem como a marca de água, número da série, elementos para permitir a identificação do dinheiro por pessoas portadoras de deficiência visual, fio de segurança, elemento de tintas com cores variáveis, entre outras.

Justificando o uso da figura de Mandela nessas notas, Mathebula disse que o antigo estadista sul-africano representa os valores e as aspirações daquele país.

“Actualmente, ele é o único ícone reconhecido tanto na África do Sul, em África e no mundo inteiro. É difícil encontrar pessoas que não estejam a consumir a matéria e a história de Nelson Mandela. E pensamos que como um país, é importante reconhecer um ícone que temos. O segundo aspecto é que ele é o primeiro Presidente eleito democraticamente no país. Não teremos nenhum outro primeiro Presidente eleito democraticamente. Portanto, literalmente, ele é o pai da nação, nesse sentido”, disse ele.

Essas notas foram apresentadas em alguns países da região, onde o rand é uma moeda influente. O SARB defende a importância de divulgar a sua moeda em Moçambique devido à proximidade da população dos dois países.

“Os moçambicanos atravessam para a África do Sul e quando regressam com rands e em algumas áreas o rand é usado como moeda de troca, apesar do facto de Moçambique não ser parte da Área Monetária Comum (CMA) – um mercado que além da África do Sul, liga o Lesotho e a Suazilândia através do rand”, disse ele.

 

Opinião

Será que os países têm a democracia que merecem? (4)

 Uma democracia não nasce por acaso, é um postulado de leis elaborado de forma colegial pelos actores políticos. Leis sujeitas a uma revisão constitucional de acordo com os desafios dos tempos. E quando estas entram em vigor tudo muda, incluindo o conceito da sociedade, como um espelho que nos observa. A democracia implica uma conquista da liberdade de escolha, dentro de um quadro político partidário, com origem no programa político, no qual o cidadão melhor se identifica. A comunicação e o diálogo, inclusão social política e religiosa são inseparáveis da liberdade. Mitos e rituais, que nos mantinham desavindos, são abandonados, e os que reforçam a unidade da família moçambicana, reforçadas. Passamos a atrair coisas boas. Passamos a ter de lidar com os outros, mulher, filhos, amigos, comunidade, e o mundo da forma como desejamos de ver gerida a política. Liberdade dentro de autoridade e dentro da diferença e respeito, pelo resultado do escrutínio eleitoral. Não se pode ser democrata continuando a desrespeitar a opinião dos outros, ser avesso áo diálogo, ditar ordens, e exigências à família, e no trabalho. O cidadão deseja o melhor para os filhos, e para a família, ao mesmo tempo que incute a responsabilidade e desejo que sejam livres de pensar por eles próprios.

Cristo e Maomé legaram-nos a possibilidade de uma vida eterna, e Moisés os mandamentos da Lei de Deus, assim como Platão e Aristóteles a democracia para nos governarmos. E se alguns de nós tem imensas dificuldades em lidar com as leis de Deus, existem os fiéis, e a democracia tem os seus fiéis seguidores como eu. Tivemos uma era da utopia democrática, onde a desigulalidade desalmada escudava-se na ideologia, hoje não existe ideologia política capaz de encobrir a desigualidade socioeconómica, assim como a morte do estado social. Ricos e pobres existem em democracias mais avançadas do que a nossa. A sociedade moçambicana ainda olha com desconfianca, e algum preconceito à existência de riqueza; ninguém deve ter vergonha ou receio de ser rico. Discrepâncias sociais, elites económicas, ou políticas sempre existiram. O que  contribui para o desenvolvimento e progresso numa sociedade é não baixar os braços, ....é por a iniciativa e criatividade ao serviço da família, que permite ao cidadão de um dia também ser rico. Devemos valorizar os mitos ancestrais de África, mas recusar os que contribuem para minar a unidade nacional. Saber adicionar no mosaico cultural experiências de vivência, assim como tradições, trazidas para enriquecimento do património cultural nacional.

 Paz e Democracia

 PS: Como autor do texto resevo-me no direito de não permitir que mesmo seja transcrito parcial ou totalmente por outro jornal ou blog que não seja Jornal Domingo.

Inácio Natividade

DA DESVALORIZAÇÃO DA NOSSA CULTURA E DA FALTA DA AUTO-ESTIMA

“Não olheis para o eu estar morena, porque o sol me queimo”, (Cânticos 1:6)

Por falta de madeira não será

O número é impressionante. A nível de todo o país o Défice de carteiras atinge 800 mil unidades, segundo titula o jornal “Notícias” na sua edição do passado dia 13 (página 4).

A fraqueza ou fragilização dos argumentos anti Guebuza ou a legitimação antecipada de Nhussi? (1)

Armando Emilio Guebuza é o Presidente da República de Moçambique e governa, passam quase 10 (dez) anos.

A justiça deixa de ser justiça

As fraudes académicas estão a repetir-se com demasiada frequência e nas mais diversas escolas do país. Desta vez foi em Manica. Segundo o jornal “Notícias”, edição do passado dia 6 (página 4) Treze mil alunos vão repetir provas. Escreve o matutino que Pelo menos treze mil estudantes de nove escolas secundárias, entre públicas e privadas vão ser submetidos a novos testes, dentro desta semana, na sequência da fraude académica detectada semana finda naqueles estabelecimentos de ensino. Acrescenta o jornal que Este acto aconteceu na Escola.

Será que os países têm a democracia que merecem? (3)

As democracias antes de se impor e consolidar vivem períodos conturbados. Não sendo facto inusitado, pessupõe que a sedimentação requere de cada (political player), um compromisso sério como acessório indispensável. Cada um pode ser potencial democrata, dependendo da génese da inteligência, ao abordar e assimilar conceitos de política, a um quadro democrático, ou recusá-los. Nem se trata de livre-arbítrio, mas de inculcar factores de formação e educação, que permitem  coabitar diferenças de opinião, para a sustentabilidade cultural do sistema.

A REPUGNANTE VEIA TRIBALISTA DALGUNS POLITICOS

“Refreia a língua do mal e os lábios de falarem dolosamente” Sl 34:13

Tabelas de Preços

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Taxas de Câmbio do Dia

Países Compra Venda
Estados Unidos 30,43 30,63
Àfrica do Sul 2,91 2,93
Swazilândia 2,91 2,93
Meticais por 1000 Unidades de Moeda
Malawi 75.14 75,63
Tanzânia 18,69 18,81
Zâmbia 5,87 5,91
Zimbabwe 80,50 81,03
Japão 297,84 399,79
Meticais por Unidades de Moeda
Canada 27,83 28,01
Dinamarca 5,62 5,66
Inglaterra 50,93 51,26
Noruega 5,10 5,13
Suécia 4,68 4,71
Suíça 34,43 34,66
União Europeia 41,98 42,26

Fonte: Banco de Moçambique

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