A Federação Moçambicana de Empreiteiros (FME) entende que é chegado o momento de pôr um basta na corrupção que ocorre na adjudicação das obras públicas. Em entrevista ao nosso jornal, o presidente deste organismo, Manuel Ferreira, diz que a situação é tão grave que mesmo quem apresenta uma proposta baixa é induzido a pagar 10 por cento ou uma gratificação aos avaliadores e isso acaba prejudicando a qualidade das obras.

Nesta entrevista abordamos a problemática da corrupção no domínio das obras públicas, onde Manuel Ferreira defende que os empreiteiros devem iniciar uma marcha rumo à limpeza da sua imagem que, até aqui, se confunde com a de gente pouco séria e devota à corrupção e a outras práticas lesivas aos interesses do Estado e da sociedade.

Para o efeito, diz que a FME está a cadastrar a todos os que operam neste sector para que seja possível identificar os bons e os maus da fita. Refere que aqueles que forem identificados como violadores da ética e da deontologia profissional serão simplesmente expurgados e terão as suas licenças e alvarás caçados.

Mas nem tudo vai mal neste segmento empresarial. Segundo Ferreira, a crise que afectava empresas deste ramo acaba de levar um grande safanão com o início do processo de pagamento das dívidas que o Estado acumulou desde 2007 até finais do ano passado pela contratação de fornecimento de bens e serviços.No total, o Estado deve pagar a estas empresas e a outras que lhe forneceram bens e serviços cerca de 12 biliões de Meticais, dos quais 10 biliões correspondem a dívidas contraídas por instituições de nível central e os remanescentes dois biliões são referentes a débitos feitos nas províncias.

A par destes números, há um saldo de oito biliões que são reclamados pelas empresas, mas que, por falta de provas documentais como contratos, Visto do Tribunal Administrativo e irregularidades diversas não foram validadas.

Texto de Angelina Mahumane
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