A Ordem dos Contabilistas e Auditores de Moçambique (OCAM) entende que as empresas devem assumir em definitivo que a contabilidade e a auditoria não são um custo mas, sim, instrumentos que visam conferir valor às empresas, uma vez que geram uma melhor planificação, organização e controlo que são imprescindíveis para o desenvolvimento dos negócios. 

São várias as vozes do sector empresarial que se queixam do facto de lhes ser imposto pelo fisco e banca comercial que para acederem a determinados benefícios fiscais e linhas de crédito precisam de ter, entre outros, uma contabilidade organizada.

O bastonário da OCAM, Mário Sitoe, afirma que “não existe contabilidade não organizada. Ou a contabilidade está organizada ou ela não existe porque é por via dela que decorre todo o processo de planificação, organização e controlo das empresas”.

Para esta Ordem, as empresas devem olhar para a contabilidade e auditoria como processos que acrescentam valor às suas dinâmicas de desenvolvimento e não como um custo, pois “não se pode criar valor onde a contabilidade está ausente”.

Segundo Sitoe, a OCAM está comprometida com o desafio de fazer com que o sector privado nacional assuma que, mais do que perseguir o lucro em si, é preciso criar valor e, para tal, é necessário que se perca o medo da fiscalidade e se assuma que esta é uma obrigação.

Falando à margem da Conferência Internacional de Contabilidade e Auditoria (CICA) realizada na semana passada em Maputo, Mário Sitoe afiançou que a OCAM tem estado a unir esforços com a Autoridade Tributária de Moçambique (AT), Confederação das Associações Económicas (CTA) e com o Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME) com a finalidade de fazer com que o empresariado compreenda, por fim, qual é a importância destas profissões no seu quotidiano.

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