Texto de Angelina Mahumane

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Moçambique registou, até 2016, uma taxa de teledensidade do telemóvel de 77 por cento e, na mesma altura, apenas 24 por cento da população adulta estavam incluídos no sistema financeiro. Significa que o uso dos telemóveis ainda não está a aliviar a exclusão financeira.

Esta foi a conclusão do estudo apresentado nas décimas Jornadas Científicas do Banco de Moçambique (BM), realizadas na sexta-feira na província de Maputo, sob o lema “O uso dos telemóveis como pontos de acesso aos serviços financeiros e o seu impacto na inclusão financeira em Moçambique: 2005-2016”.

Segundo o estudo, o impacto dos telefones no Índice de Inclusão Financeira é positivo, o que é explicado pelo facto daqueles dispositivos permitirem aceder ao sistema financeiro através de instituições de moeda electrónica. No entanto, podia ser melhor.

A pesquisa defende que a baixa contribuição dos dispositivos móveis pode estar associada ao facto de as instituições de moeda electrónica ‒ Mpesa, M-kesh e e-Mola ‒ não terem intercomunicação completa entre elas, além de serem recentes no país.

As três plataformas de moeda electrónica que operam em Moçambique não dispõem de um sistema que permite a realização de transacções monetárias de M-kesh para M-pesa ou para e-Mola e vice-versa”, disse José Ganhane, responsável pelo estudo.

Em relação ao impacto da Internet na inclusão financeira, os resultados da pesquisa apontam que apesar de ser positivo o respectivo coeficiente é estatisticamente insignificante. Uma possível explicação é que os que acedem ao sistema financeiro através da Internet geralmente são previamente incluídos no sistema.

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21.08.201Banco de Moçambique