Cristãos instados a promover o perdão

Os líderes religiosos das confissões sedeadas na cidade e província de Maputo instam aos moçambicanos a pautar por uma cultura de paz, tolerância e misericórdia uns com os outros, tomando como exemplo Jesus Cristo. “Temos que nos configurar em Cristo para enfrentar os desafios da actualidade”, esta foi a nota dominante das homilias proferidas pelo Prelado durante as celebrações da chamada “Missa do Galo”.

Num ambiente de festa e com cânticos típicos, os cristãos festejaram na noite de quinta-feira o Natal, que significa o nascimento de Jesus Cristo, o Salvador da Humanidade. Desta vez e por motivos de segurança as celebrações iniciaram por volta das 20 horas em todas as comunidades.

A ideia era permitir que os crentes pudessem regressar junto às suas famílias a tempo do jantar e sessões de troca de presentes para os que tem este hábito e que segundo os conhecedores da matéria seguem o exemplo dos três Magos de Oriente que ouvida a notícia de nascimento do menino Jesus deslocaram-se à Belém para lhe oferecer presentes, nomeadamente, Mira, Incenso e Ouro.

Para que o assunto fosse bem compreendido, antes houve uma representação do Auto do Natal em que os fiéis foram chamados a viver todos os momentos que antecederam o nascimento de Jesus Cristo.

Aliás, conta-se que o precursor desta iniciativa foi São Francisco de Assís, que estando numa região de pessoas que não sabiam ler, procurou representar em figuras os momentos que antecederam o nascimento de Jesus.

Para o efeito, diz-se que ele configurou um Presépio com montanhas e algumas figuras, nomeadamente, dois bonecos, um em representação de José, pai de Jesus, outra com Maria, a mãe, e outras com animais para demonstrar que Jesus nasceu em condições não confortáveis.

Estas e outras cenas foram revividas um pouco por todas as paróquias da cidade e província de Maputo para que as novas gerações e sobretudo os novos na fé não perdessem a essência do Natal.

Em seguida passou-se para a Liturgia da Palavra com leituras bíblicas do tempo de Natal antes de os celebrantes comentar as mesmas exemplificando com actos que acontecessem na sociedade.

O Arcebispo de Maputo, Dom Francisco Chimoio, convidou aos moçambicanos a envidarem esforços no sentido de viverem em concordância, independentemente dos ideais e proveniência das pessoas.

No seu entender os moçambicanos deveriam se aceitar mutuamente, amando-se e seguindo o exemplo de Jesus Cristo, o centro das celebrações natalícias. “Temos que amar o nosso irmão e aceitar a proposta dele, independentemente de onde vier. E peçamos a Deus o dom da paz para cada um dos moçambicanos”, disse Dom Chimoio durante a celebração da chamada “Missa do Galo” na Paróquia da Sê Catedral.

Acrescentou que a vinda de Jesus ao mundo era  para dar a paz, luz e cumprir o plano de Deus que era de salvar e libertar o mundo do pecado.

“A nossa resposta diante do amor de Deus que enviou seu filho deve ser de nos amarmos uns aos outros e observar a todos os mandamentos”, sublinhou aquele prelado para quem a ajuda ao próximo deve ser privilegiada.

Por sua vez, a bispa da Igreja Metodista em Moçambique, Joaquina Nhanala afirmou que as celebrações natalícias devem ser para as pessoas revigorar as forças para a promoção da harmonia social e olharem-se como seres iguais independentemente da condição social ou política de cada um.

“Portanto, o Natal traz-nos esperança de que melhores dias virão. Devemos privilegiar a partilha que neste caso é feita pela troca de presentes ou mesmo envio de mensagens de felicitação por esta ocasião”,afirmou Nhanala apelando os cristãos a seguir o exemplo de Jesus que é príncipe da paz.

Já o bispo auxiliar da Arquidiocese de Maputo, Dom João Carlos Nunes que presidiu a missa na Paróquia Santa Ana da Munhuana, disse na sua homilia que era impossível os cristãos aderirem a Jesus sem abrirem os seus corações às misérias humanas da actualidade.

“Se o Natal é um acontecimento de misericórdia deve ser vivido nessa dimensão, partilhando a mesma misericórdia. Isto significa, em primeiro lugar, sabermos acolher este dom que é Jesus nas nossas vidas, deixarmo-nos contagiar pelo seu exemplo, fortalecermo-nos com a energia que vem dele para deste modo sabermos enfrentar com serenidade e inteireza cristã as circunstâncias difíceis e complexas que a sociedade atravessa”,disse Dom João Carlos.

Por seu turno, o pastor João Damião Elias, da igreja Metodista da Malanga, considera o tempo de Natal como propício para o perdão entre as pessoas que habitam o mundo de modo a que não haja guerras nem terrorismo.

“No Natal celebramos o nascimento de Jesus Cristo que veio ao mundo para salvar nossas vidas, pelo que temos que viver em paz e harmonia social. Tomámos o exemplo de Jesus que não tinha cor, raça mas que criou concordância internacional entre as pessoas, o que nos últimos tempos está a ser posto em causa por algumas mentes maliciosas”,disse João Damião, apelando para o fim das desavenças no mundo.

 

Editorial

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domingo, 15 outubro 2017, 00:00
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