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Um coisa é certa, a Renamo nunca irá governar qualquer território de Moçambique à força.Primeiro porque Moçambique é um estado de leis, segundo porque a razão está do lado da lei, e terceiro porque os moçambicanos confiam na governação do partido Frelimo,dirigido por Filipe Nyusy, que elegeram democrácticamente.

Sabíamos que Dlhakama iria reaparecer,não para distribuir presentes, ou dar as boas festas de Natal,mas para fazer uso das recorrentes ameaças à paz, e à estabilidade,que são a sua marca.O seu reaparecimento sugere que a contínua agressão psicológica contra os moçambicanos,vai continuar até que alguém decida pôr travão.Ao que tudo indica o  timing da reentré,  foi sugerida dos patrões, para dar a resposta ao informe anual do estado da Nação do presidente Filipe Nyusi.De seguida foi a União Europeia a mandar recados,falando de governação inclusiva,assim como  a parafrasear, sobre a paz como pre-condição para o desenvolvimento, e sustentabilidade económica.Sinceramente achei o timing da UE para dar lições de democraticidade inapropriado, embora devamos fazer a leitura da linguagem diplomática sempre de forma contida. É que não constitui segredo para quem entenda de política, que ninguém investe em clima de instabilidade e insegurança,e os adversários políticos do governo e do partido Frelimo também o sabem. É por isso no meu endenter, que fazem da premissa uma arma de chantagem política.

O informe do presidente deu para perceber que apesar da pobreza evidente, muito poderia ser feito, por haver potencial humano, e material para a empreitada.Por outras palavras, a caraterística da nossa pobreza é associada à natureza do subdesenvolvimento, que nos rodeiam, mas mesmo tendo em conta o cenário, Moçambique poderia estar melhor situado,não fossem os habituais escolhos e as endemias do costume, passado pelas calamidades naturais e a conjuntura económica mundial desfavorável.

O nosso  capitalismo vem sendo enriquecendo de experiências, e  vivências, sectores da sociedade intergeracional, sob a perpectiva de se capitalizarem  espaços, que lhes eram proibidos, e que a economia de mercado tornou   de conqusita económica individual.A perspectiva é a liberdade financeira, e um crescimento homogéneo, sob certas condições,  não tem necessaramente de  fragilizar o  homem de sua obrigações ante a família e a sociedade,tornando-o egoista,despesista compulsorio, exibicionaista e elitista,  pouco dado a solidariedade humana. É que mesmo perante todos os contrasensos susceptíveis de  enfraquecer a solidariedade da familia e comunidade como um todo nacional,  abraçamos o capitalismo, como o fizemos com o islamismo, cristianismo e socialismo.Propusemo-nos abraça-lo de forma concreta, para melhor resolver problemas prementes de pobreza, como fizeram países anteriormente probres como nós, China e a India, que de passado pobre e de  sofrimento  sob dominio colonial,são hoje a par dos Estados Unidos as maiores potências económicas do mundo.

Quanto a Afonso Dlhakama ele é uma doença.Um elemento tóxico, com elevado grau de contaminação ambiental, tal como a ignorância, o tribalismo, e o regionalismo, usados para fins políticos.O espectro político e ideológico dispensa ideologias desenquadradas e extremadas na ambição individual,  dentro do eixo geométrico nacional. É para deitar no lixo. Se existe um político descartável em Moçambique, esse é Afonso Dlhakama.

E se me disserem que a Renamo tem os seus eleitores, digo que sim, mas que dizer de um líder politica partidário que diz ser democrata, e não querer a guerra, mas continua a manter e a treinar  uma milicia armada com a finalidade de forçar mudanças politicas inconstitucionais em plena democracia?Esse tacticismo politico demostrou ser uma estratégia infeliz ao interferir na paz  e governação, com frequentes clivagens politico constitucionais.Que dizer de lengalenga de querer  governar 6 provincias,...Eu pergunto a mando de que capitulo e artigo da Constituição da República?Dlhakama delira,delira  e muito.

Moçambique é um estado de direito, e militarmente as FDS  têm capacidade de repelir qualquer ataque vindo do céu ou do inferno, e logo passar à ofensiva até ao aniquilamento total dos que  resistem em desarmar voluntáriamente,conforme pede a Lei.O Parlamento nacional foi soberano ao chumbar o projecto autarquias provinciais apresentado da Renamo.Moçambique e uma democraia parlamentar e cujo poder dos orgãos de soberania obedece a constituição da Republica, incluindo a presidência da Republica.

O plasmado na constituição da república de Moçambique, confere ao presidente eleito a nomeação de Governadores provinciais e as Assembleias provinciais o poder de fiscalizar o governo provincial, e o resto é conversa.Cada pais tem a sua constituição e não vamos alterar as regras de jogo,  adoptando a constituição da Republica sul- africana para satisfazer choraminguices hipócritas de ressabiados crónicos.

É que as instituições existem no nosso país, o Estado deve ser reconhecido, as leis e as instituições existem, o que não significa que não possam ser mudadas.A revisão constitucional está sempre no horizonte, caso haja um consenso de dois terços no parlamento, mas uma revisão nunca será para acomodar interesses individuais ou de grupo, ou para sarar derrotas eleitorais.

Vivemos etapas da história, cada uma com a sua dinâmica racional a exigir um comprometimento nacional colectivo, até chegarmos ao epicentro de um conjuntura, em que o factor económico determina políticas incisivas na vida das pessoas.A globalização pode ser entendida como a continuação de uma  dominação em época das grandes megaprojectos, que hoje exploram Moçambiquee outros,tirando proventos muito superiores aos estados africanos,nalguns casos a contribuir para o estado de empobrecimento existente. E das duas uma: ou formamos os recursos humanos e os dotamos de meios tecnológicos que  nos capacitem a responder de forma adequada aos desafios da economia, defesa e segurança ou nunca seremos verdadeiramente livres.Em época de crise económica,não podendo lutar contra o poder dos megaprojectos, podemos contudo exigir contrapartidas económicas justas, em conformidade com o preço do mercado, enquanto  reforçamos a democracia.

A Renamo não tem uma ideologia própria, sendo que o clima de instabilidade política e a falta de respeito ao poder constituído ter como origem  em factores externos. A Renamo ainda vai pagar uma factura altissima pela ambicão desenfreada que merece ser desmascarada e punida de Afonso Dlhakama,por no meu ver, a sua liderança continuar a ignorar a realidade de uma ordem democratica estabelecida, a dispensar extremismos desafiantes que são a sua marca de estar na politica, e ao que tudo indica na vida.O gesto da mão estendida do presidente Filipe Nysusi pode ser o último sinal de tolerância. Ignorar o gesto pode viabilizar a via militar do governo , sabendo de antemão que Dlhakama e a sua gente, nada tem a oferecer como alternativa tangivel, senão a obsessão de governar  à força , em violação ao estipulado na constituição.

Confiamos na capacidade das FDS, na sua missão patriótica de defender a soberania de Moçambique.O país não pode continuar a viver sob constante ameaça, sob  o risco de desacreditar o poder constituído.Existe a  necessidade de as autoridades serem implacáveis na aplicação da lei, sob pena de se criar um ambiente de descontentamento  grave.Pode-se gerir uma economia de guerra, mas não uma economia contorcida, por culpa de uma  crise política, sem saída, provocada pela ameaça de uma guerra psicologica permanente dirigida à cabeça dos moçambicanos.Concordo com os que dizem que o país neste momento tem pouco controle sobre o actual choque externo, que associado a problemas estruturais da sua economia, não faz prever resultados positivos tão cedo.

O estado tem a obrigação moral de dissipar horizontes sombrios quer seja politicos ou economicos, traçando um trilho de segurança nacional, porque os moçambicanos não podem continuar reféns de adversários da soberania nacional e da democracia.

Unidade Nacional, Paz e progresso

Festas Felizes  a todos moçambicanos e amigos de Moçambique

Inacio Natividade

 

Editorial

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domingo, 15 outubro 2017, 00:00
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