Texto de Benjamim Wilson
Mantêm-se as restriçõesnoabastecimento de água às cidades de Maputo, Matola e o distrito de Boane até que as reservas na albufeira da Barragem dos Pequenos Libombos registem significativas melhorias.

O recente alívio anunciado pelo Governo não deve ser interpretado como significando disponibilidade de água para satisfazer a plenitude das necessidades dos consumidores, porque na verdade a situação continua a exigir o uso racional do recurso.

Enquantoprevalecer a escassez de chuva a montante, a barragem vai continuar muito abaixo das suas capacidades de armazenamento, condicionando a vida de mais de um milhão de pessoas que vivem nos três distritos.
A Águas da Região de Maputo (AdM) explicou recentemente que não se tratou de um levantamento das restrições, mas de um alívio e que a capacidade de produção mantém-se abaixo dos níveis satisfatórios.
“As restrições continuam. O que se fez foi aliviar um pouco. Saímos, em termos de disponibilidade, de 60 para 80 por cento”, explicou ao domingo o administrador-executivo da AdM, Gildo Timóteo.
“Não atingimos os 30 por cento da capacidade de produção na barragem. Não poderemos, por assim dizer, ter uma disponibilidade de mais de 80 por cento”, explicou.
Gildo Timóteo queixa-se do facto de muitos consumidores não estarem a enveredar pelo uso racional da água, havendo pessoas que continuam a fazer os mesmos gastos ou piores que antes de se decretar o alerta laranja, o que representa um grande desperdício.
“Temos de usar água tratada para as necessidades básicas das pessoas. Devemos evitar lavar carros, regar e fazer limpezas com água potável. Muitas destas actividades podiam ser feitas com água de reuso. Para os que têm máquina de lavar, a mesma água podia ser usada para lavar viaturas, chão e outras actividades. Um banho de chuveiro acaba gastando um pouco mais do que quando usamos um balde”, argumentou.
Logo depois do anúncio do alívio das restrições no abastecimento, a expectativa dos consumidores era ver a água a jorrar nas torneiras nas horas subsequentes, o que não aconteceu por causa da complexidade do processo de reposição.
Foi por causa de tal expectativa que moradores de alguns bairros da cidade da Matola e distrito de Boane fizeram marchas pacíficas para exigir a concretização da promessa do Governo que, no seu entendimento, anunciava o normal fornecimento de água às residências.

Sobre o assunto, Gildo Timóteo explica: o sistema de captação obedece a determinados critérios, sendo o principal a questão da distância entre a albufeira e a Estação de Tratamento de Umbeluzi (ETA) que é de cerca de 10 quilómetros.
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19.08.201Banco de Moçambique